Cartão de Crédito: Anjo ou Demônio?

Foi na década de 50 que surgiu, nos Estados Unidos, esse que hoje é salvação, mas também a pedra no sapato de muito brasileiro. Para o bom consumidor – leiam-se aqueles que possuem consciência na hora de fazer compras, além de um bom planejamento financeiro – o cartão de crédito pode ser um grande aliado no dia-a-dia. Por outro lado, aos que deixam a emoção vencer a razão quando o assunto são gastos, ter em mãos um item que lhe oferece crédito de alguma instituição, pode ser um mau negócio.

O cartão de crédito como conhecemos hoje é a maneira mais prática de concentrar suas despesas em um só lugar, além de dispensar a necessidade de carregar dinheiro em espécie por onde vai. Com o cartão, o controle financeiro fica mais fácil, já que todos os seus gastos vem em uma só fatura, ao invés de receber cobranças de cada uma das empresas de onde você adquiriu produtos ou serviços. Para os cartões adicionais (esposa, marido e filhos) o raciocínio é o mesmo. Tudo vem descriminado em sua conta, aumentando a comodidade e a possibilidade de manter o controle.

Gastos no cartão de crédito normalmente trazem vantagens. Quanto mais se utiliza e se paga em dia, mais pontos de “fidelidade” podem ser convertidos em prêmios, a um custo de anuidade que pode ser bem razoável, pois negociar a anuidade de seu cartão de crédito deve ser quase uma regra. O bom consumidor sabe o dia do corte de sua fatura (dia a partir do qual as compras serão faturadas no mês seguinte), conseguindo 40 dias para pagar as compras de maior valor.

Ao mesmo tempo, o mesmo cartão de crédito pode ser um dos piores inimigos do mau consumidor, pois lhe permite aproveitar aquela promoção, mesmo sem ter dinheiro pra comprar na hora, e pra pagar no vencimento da fatura. Com o cartão de crédito, o cliente consegue fazer compras parceladas em 12x, sem nem sequer projetar essa despesa em seu orçamento futuro. Muitas vezes, esse consumidor gosta de ter vários cartões, com datas de vencimento diferentes, e assim ter mais prazo pra pagar. Seus dependentes possuem cartões adicionais, pois no final das contas, é ele mesmo quem vai pagar. Se precisar de dinheiro, não tem dúvida, faz um saque no caixa eletrônico, e se não conseguir pagar a fatura no vencimento, existe a facilidade de rolar a dívida para o mês seguinte, pagando juros. E para que pedir os comprovante de compra no caixa e conferir os gastos na fatura? Afinal, o sistema do banco nunca erra. No fim, ele só percebe que a anuidade está sendo cobrada na segunda ou terceira parcela, isso quanto percebe.

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