Crédito Direto ao Consumidor (CDC)

O CDC é hoje a modalidade de aquisição de bens mais utilizada no Brasil. O seu significado, Crédito Direto ao Consumidor, praticamente aponta as principais diferenças entre ele e o Leasing, produto que já abordamos na Parte 1 desta série.

 

Utilizamos como exemplo, CDC para aquisição de um carro, mas lembre-se que ele também pode ser contratado para aquisição de outras categorias de veículos automotores e bens de consumo.

Diferente do Leasing, o CDC é considerado uma modalidade de financiamento. Através dele o consumidor adquire um crédito junto ao banco ou instituição financeira, que é quem de fato irá pagar pelo seu veículo. A partir deste momento, o carro fica legalmente registrado em seu nome, e o pagamento do mesmo é feito para a instituição que lhe cedeu o crédito até o fim do contrato de financiamento. Vale lembrar que mesmo o carro estando em seu nome, existe um acordo de alienação fiduciária deste veículo.

E o que significa isso?

A Alienação Fiduciária é um acordo com garantia. Para que o bem adquirido seja quitado conforme as parcelas estabelecidas no contrato, o banco que cedeu o crédito possui este veículo em alienação. Ou seja, até o término do contrato de financiamento, o banco tem o próprio carro como garantia de que os pagamentos serão feitos corretamente. Normalmente, esta alienação fica registrada no documento do veículo, onde é inserida a empresa financiadora do bem.

Quando as parcelas deixam de ser pagas no vencimento, mesmo sendo propriedade do cliente, o banco pode solicitar judicialmente que o carro seja entregue. Nesses casos, o veículo é normalmente leiloado e serve para quitar o valor restante do financiamento. Caso haja algum residual após essa quitação, ele é devolvido ao cliente.

Culturalmente, o CDC é acordado e contratado diretamente na loja onde se pretende comprar o bem. A própria loja busca entre os bancos com as quais costuma trabalhar, aquele que lhe possibilite um financiamento nas condições que o consumidor procura. Mas, assim como o Leasing, o CDC pode ser negociado diretamente com o banco. Dessa forma, o relacionamento com a instituição, aliado ao poder de negociação, pode garantir taxas mais acessíveis, que o cliente pode não encontrar direto na loja.

Para este tipo de financiamento, é sempre inserido o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de 0,5% ao mês, e limitado a 6% ao ano, mas isso considerando a compra para pessoa física. Já para pessoa jurídica, o imposto cobrado é de 1% ao mês, com limite de 12% ao ano. Por conta deste imposto sobre as taxas de juros é que o CDC é comumente mais custoso do que o Leasing, que não possui IOF aplicado.

Vantagens do CDC:

Para os que optam pelo CDC, a antecipação de parcelas é sempre uma vantagem permitida por esta modalidade. Isso significa que o cliente pode, além do pagamento normal das parcelas, fazer um ou mais pagamentos das últimas parcelas do financiamento. Nesses casos, os juros cobrados para estas parcelas com vencimento futuro são amortizados, reduzindo o valor das parcelas antecipadas.

Além do adiantamento de parcelas, o CDC permite também a quitação antecipada total do seu financiamento. Dessa forma, o financiamento pode ser encerrado antes do período planejado na época da aquisição do bem.

Normalmente, o CDC é sempre muito simples e sem burocracia na hora da contratação. Muitos bancos solicitam apenas CPF e comprovante de renda para a aprovação e a partir disso, os termos para parcelamento e taxas de juros podem ser negociados, considerando o seu relacionamento com o banco. Se o banco onde o CDC será contratado for o seu, considerando que tenha sido proposto pela própria concessionária, existe ainda a possibilidade de fazer o pagamento destas parcelas por débito direto na conta do cliente.

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